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Notícias - Maio de 2008
Quilograma: uma questão de peso?
São Paulo, 30/5/08
Padrões são calibrados no Ipem
 

Em breve o modo como definimos o quilograma, unidade de massa, a mais básica e familiar propriedade da matéria, poderá ser redefinido. Hoje a medida de 1 quilo de qualquer coisa, seja o do nosso corpo numa balança, até a quanti- dade de alimentos que compramos, é definida pela massa de um cilindro criado em 1889,

composto por uma liga de platina e irídio, de apenas 39 milímetros de altura e que fica armazenado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Sèvres, na França.

Há cerca de oitenta cópias espalhadas pelo mundo do protótipo original mantido a sete chaves num cofre na cidade francesa. No Brasil, uma reprodução do protótipo internacional fica sob a guarda do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) no Laboratório de Massa do órgão federal do qual o Ipem é um órgão delegado. É uma cópia desse modelo que é usado para calibrar os padrões utilizados pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), os quais, por sua vez, serão utilizados nas calibrações de pesos industriais e de instrumentos como balanças disponíveis no comércio em todo território paulista.

O problema, que intriga a Metrologia (ciência das medições) praticamente desde a criação do protótipo padrão, é que o quilograma é a única das sete unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades (SI) ainda definida por um artefato - algo físico, é bom ressaltar. As outras seis são: metro (unidade de comprimento); segundo (de tempo); ampére (de corrente elétrica); kelvin (de temperatura); mol (de quantidade de substância) e candela (de intensidade luminosa).


Todas são definidas em termos de propriedades da natureza e podem ser medidas por qualquer laboratório devidamente capacitado do mundo. O metro, por exemplo, é definido como o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo, durante um intervalo de 1/299 792 458 de segundo.

Busca por maior precisão

Pesquisadores de várias partes do mundo argu- mentam que o ideal seria redefinir o quilograma

 
Medida do quilo desafia metrologia

tendo por base constantes universais, e não um artefato que pode sofrer algum dano. Isso porque mesmo com todos os cuidados, até a limpeza do cilindro, feito com material anticorrosivo e mantido numa redoma sem ar, pode retirar átomos da sua superfície, alterando o padrão. As cópias existentes estão sujeitas às mesmas variações. Além disso, não são reproduções 100% fiéis, algo praticamente impossível de ser alcançado.

Por conta disso, cientistas em instituições de pesquisa em diversos países têm buscado há anos encontrar uma definição mais precisa e baseada na natureza para substituir o cilindro de platina. O qual, de fato está mais leve desde que foi criado. Acredita-se que a diminuição tenha sido de 15 nanogramas (bilionésimos de um grama). A diferença portanto não é para causar grandes preocupações ao cidadão no seu dia-a-dia.

“Para o consumidor comum, uma melhor definição do quilograma, em termos de comércio, como o peso do pão na padaria, não produz muita alteração. A busca da exatidão da massa, cuja diferença atualmente está na casa da escala nanométrica, diz muito mais respeito à pesquisa científica propriamente”, tranqüiliza Márcio de Moraes, chefe do Centro Tecnológico (Cetec) do Ipem-SP.

De acordo com Mário Ono, chefe do laboratório de massa, setor responsável dentro do Cetec pela calibração dos padrões do instituto, entre outras atividades, “à medida que o mundo evolui, o equipamento de medição tem que evoluir junto. O padrão de referência está se modificando, mas as mudanças são muito pequenas”,afirma, fazendo coro a Márcio de Moraes, para quem “com o avanço da tecnologia, o foco é a melhoria constante. Busca-se diminuir o grau de incerteza.”

Existem várias propostas para uma nova definição do quilograma, o melhor candidato para tirar o pequeno cilindro brilhante do seu posto no cofre é um método em estudos há mais de 20 anos, denominado “balança de Watt”. A idéia básica apesar de parecer simples ainda apresenta vários desafios. Trata-se de redefinir o quilograma segundo duas coisas que os metrologistas já podem medir muito precisamente: voltagem e resistência.

Em essência, para Robert Matthews, em artigo da Revista “New Scientist”, publicado na Folha de São Paulo, a balança de Watt “é um sistema incrivelmente sensível de escalas, com o quilograma num prato e um campo eletromagnético influenciando o outro prato. Definir o quilograma, então, se torna uma questão de medir a força eletromagnética necessária para compensar o peso do quilograma”.

Para finalizar, uma curiosidade. O uso popular costuma se referir à massa de um objeto como o seu peso, ainda que, estritamente falando, o peso de um objeto seja a força que a gravidade exerce sobre ele (medido em newtons). Daí a interrogação posta no título desta matéria. Quilograma: uma questão de massa e não, em termos estritos, de peso.

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