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Relatório revela que brinquedos apreendidos são inseguros

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Qui, 09 de Outubro de 2008 00:00


A diretoria da Qualidade do Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia fez a divulgação do relatório da Análise de Brinquedos Apreendidos pela superintendência da Receita Federal no Estado de São Paulo. Foram feitas análises em 15 tipos de brinquedos importados da China.

 

Os resultados obtidos mostram que os brinquedos irregulares e apreendidos são totalmente inseguros, podendo causar sérios riscos à segurança das crianças que os utilizam, diz Juliana Azevedo de Souza, diretora da Divisão de Orientação e Inventivo à Qualidade do órgão federal.


Na apresentação para os Institutos de Pesos e Medidas de todos os estados brasileiros, a executiva diz que as não conformidades detectadas anteriormente pelo Inmetro ( em 1997 e 2003 exames semelhantes foram realizados), persistiram nesta análise, pois nenhum dos brinquedos analisados atendia à norma técnica vigente.


Os principais problemas constatados dizem respeito aos riscos à segurança das crianças. Com isso, o Inmetro continuará coibindo a comercialização desses produtos, através da fiscalização da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade - RBMLQ-I, composta pelos órgãos delegados do Inmetro nos estados brasileiros.


Os resultados da análise dos produtos apreendidos também foram encaminhados para a Receita Federal e para o Fórum Nacional de Combate à Pirataria e Ilegalidade visando à adoção de outras providências cabíveis.


História


Brinquedos são produtos cuja certificação é compulsória no Brasil. É um mecanismo de avaliação da conformidade realizada por uma organização independente que recebe a acreditação do Inmetro. Isso vale para os produtos fabricados no Brasil e também para aqueles que são importados.


Enfim, todos os brinquedos comercializados de forma regular em todo o território nacional, devem possuir o selo de identificação de conformidade, que indica que o produto passou por ensaios periódicos capazes de propiciar confiança pois atendem aos ensaios definidos pela norma técnica, não oferecendo risco à segurança das crianças que os utilizam.


Em 1997, o Inmetro realizou pela primeira vez a análise de brinquedos irregulares no mercado brasileiro. Na oportunidade foi encontrado um quadro generalizado de não conformidades. Em 2003, novas analises foram feitas e o resultado se repetiu.


Frente ao aumento da pirataria e também com a proximidade do dia das crianças, o Inmetro, a Receita Federal e o Fórum de Combate à Pirataria e Ilegalidade decidiram realizar esta análise em 2008. Além de conferir os produtos, os resultados obtidos pela análise dos brinquedos servem também para alertar aos pais e demais consumidores para os cuidados que devem adotar quando forem adquirir brinquedos.


Desta feita foram analisados 15 brinquedos, sendo a amostragem de seis unidades para cada tipo de produto apreendido. São eles: Sonoro de berço; Kit Toys; Tanque de Guerra; Pistola de água; Boneca Powerpuff Girls; Helicópteros diversos; Telefone celular de brinquedo (plástico); Cachorro a corda; Xuxa faz pose; Kit com espada e par de bonecos; Mini piano musical; Urso de pelúcia com enchimento; Bolsa infantil com forma de animal; Cachorro de pelúcia com enchimento e Boneca com mecanismo musical.


Os ensaios e avaliações realizados consistiram da: Verificação da rotulagem; Análise das propriedades gerais, físicas e mecânicas; Pressão sonora, Inflamabilidade e Ensaios químicos (metais pesados).


O relatório traz a análise de cada um dos quinze tipos de brinquedos, destacando as não conformidades constatadas nos modelos analisados.


Faz um alerta para produtos cuja análise química apresentou situações preocupantes. Exemplo disso é o brinquedo Sonoro de Berço, que registrou teores de Bário quase quatro vezes maiores do permitido pela norma brasileira. O relatório é conclusivo: "Ao brincar a criança está ingerindo um metal pesado que pode causar, entre outras coisas, vômitos, cólicas, diarréias, tremores convulsivos, problemas neurológicos, de olfato e visão, já que esse metal pode se depositar nos ossos, olhos e pulmões".


Outro produto que mereceu destaque foi o Telefone celular de brinquedo de plástico que apresentou nível de pressão sonora superior a 80 dBA (valor máximo obtido igual a 101 dBA), podendo causar problemas de audição na criança.


A bolsa infantil com forma de animal também mereceu reprovação pelo fato de apresentar cordão com perímetro superior a 360 mm (valor obtido igual a 1300 mm) situação que pode causar o estrangulamento da criança.


Todos os demais produtos analisados e reprovados não atenderam a legislação brasileira vigente. Apresentaram problemas relacionados à segurança como a presença de pontas, bordas, projeções, ou a ausência de informações sobre a composição química e não conformidade na rotulagem dos produtos.


O relatório traz também informações para pais e consumidores sobre os cuidados que devem ser observados na aquisição de brinquedos. Entre eles, a presença do selo do Inmetro e a observância do símbolo de advertência para a faixa etária para a qual o brinquedo é inadequado. Por fim, as observações tradicionais: que as compras sejam feitas no comércio normal, preferencialmente em estabelecimentos tradicionais e jamais no comércio informal, exigindo a Nota fiscal. A leitura das instruções de uso antes da entrega do brinquedo para as crianças.

 

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